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17 agosto, 2012

Como escrever um livro - Mario Persona

Passou-se algum tempo sem que eu postasse mais dicas para escritores, então encontrei esse vídeo interessante do escritor, professor, palestrante, consultor de comunicação estratégica e marketing Mario Persona, que traz 17 dicas interessantes para melhorar o processo da escrita. Confira.




Tirando a piadinha do final, até que as dicas são importantes, algumas delas até fundamentais. Curtiu? Então, mãos à obra!

01 maio, 2011

Escritores brasileiros: André Vianco

André Vianco é um escritor brasileiro, nascido em São Paulo, estado de São Paulo, e criado em Osasco. Suas obras sobrenaturais misturam terror, suspense, fantasia e romance em histórias que geralmente envolvem o tema Vampiros.

Biografia

Antes de adotar Vianco como seu sobrenome artístico, - que homenageia a cidade de Osasco derivando da Rua Dona Primitiva Vianco - André começou a escrever profissionalmente para a rádio Jovem Pan na seção de humor. Tornou-se redator do departamento de jornalismo da rádio e por lá permaneceu por dois anos.

O autor conta que sempre gostou muito de ler. Lia dos mais variados autores, desde Stephen King a Eiji Yoshikawa. Ele conta também que não foi um determinado livro que o fez decidir ser autor, mas um conjunto todo. E quando ele passava ao papel suas ideias, ele as olhava e gostava do resultado. Caso não fizesse isso, ele ficava com fantasmas ao seu redor, as ideias e seus personagens atormentando-o para serem escritos.

O autor inclusive menciona o caso do vampiro real chamado Emmanuel, que trabalhava para a igreja, cujo mentor seria um vampiro ancião egipcio, que vivera na França, e que depois de decepções opta por viver como humano tentando quem sabe se redimir de seus pecado e que o autor teria conhecido, num evanto que mudou sua vida, no caso dos assassinos achados sem sangue no sequestro da filha do consul alemão e mestre da ordem teutonica.

Em 1999 após ser despedido de seu emprego em uma empresa de cartões de crédito, André utilizou o seu FGTS para produzir 1000 cópias de seu primeiro best-seller, Os Sete. Em 2000 ele foi pessoalmente promover seu livro em livrarias e editoras. Em 2001 a editora Novo Século se interessou por seu trabalho e re-publicou o livro. Desde então a parceria entre autor e editora proporcionou mais livros e uma obra que está sendo gradualmente ampliada.

Os Sete deriva diretamente do primeiro romance de André Vianco, O Senhor Da Chuva (1998). Em O Senhor da Chuva, apesar da história estar relacionada diretamente a anjos e demônios, o autor criou uma personagem vampiro que, segundo o autor, teria sido pobremente explorado. A partir de então, André ficou com a ideia de escrever um romance em que vampiros seriam os protagonistas. Em seu primeiro roteiro, pré-escrita, os vampiros eram apenas dois e o título do livro seria "Os Dois". Porém André não se sentiu satisfeito e sua trama virou "Os Sete" (1999)

Estilo Literário

O próprio escritor já declarou que seus livros prezam mais pela ação e aventura do que pelo terror, embora algumas passagens possam ser aterrorizantes, principalmente em O Senhor da Chuva e Sementes no Gelo. Suas obras possuem narrativa rápida, dinâmica e bem focada nas cenas de luta, aonde Vianco se destaca. Apesar de suas obras não serem exclusivamente sobre Vampiros, utilizando outros seres fantásticos, os Vampiros são os que recebem maior destaque e até são reinventados e adaptados ao século XXI(com poderes novos, por exemplo).

André pesquisa nas mais variadas fontes, e delas pega um pouco das lendas que corre mundo afora. A ideia de vampiros utilizarem árvores para se locomoverem em Bento foi inspirada da lenda dos aborígenes australianos que falam de vampiros que vivem nas árvores, bebem o sangue das suas vítimas e depois as engolem por inteiro.

Em suas obras, o autor já demonstrou preocupação com temas como meio ambiente, incentivo a leitura e embriões congelados.


Obras

O Senhor da Chuva (1999) - edição independente
Os Sete (2000) - editora Novo Século
O Senhor da Chuva (2001) - editora Novo Século
Sétimo (2002) - editora Novo Século
Sementes no Gelo (2002) - editora Novo Século
A Casa (2002) - editora Novo Século
Bento (2003) - editora Novo Século
O Vampiro - Rei Vol.1 (2004) - editora Novo Século
O Vampiro - Rei Vol.2 (2005) - editora Novo Século
O Turno Da Noite, Os Filhos De Setimo Vol.1 (2006) - editora Novo Século
O Turno Da Noite, Revelações Vol.2 (2006) - editora Novo Século
O Turno Da Noite, O Livro de Jó Vol.3 (2007) - editora Novo Século
Vampiros do Rio Douro Vol. 1 (2007) - editora Novo Século
Vampiros do Rio Douro Vol. 2 (2007) - editora Novo Século
O Caminho do Poço das Lágrimas (2008) - editora Novo Século
O Caso Laura (2011)- Editora Rocco



Fonte: Wikipedia.org

18 março, 2011

Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho

Por Raphael Draccon em Cavernas & Dragões

Hoje em dia existe um termo que anda bastante utilizado por aí: o chick lit.

A expressão se refere a uma literatura voltada especificamente para o público feminino (em  tradução livre seria algo como: “literatura para mulherzinha”).

É de onde surgem histórias sobre mulheres querendo perder peso para arrumar namorado; procurando formas de controlar os cartões de créditos; fazendo fofocas em escolas de ricaços ou agarrando qualquer anjo ou morto-vivo que brilhe por aí.

Que seja; se elas gostam disso, nós temos de respeitar a forma de construção de raciocínio do sexo oposto.

A grande questão, porém, que fica é: ok, e se o mercado editorial anda invadido pelas obras para a mulherada, o que sobra nas prateleiras para representar a legítima literatura de macho?

Abaixe o volume do jogo no fundo aí e abra essa cerveja no dente, meu amigo.
Vamos falar de literatura para macho de verdade…

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho...

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Bernard Cornwell, ou como se faz literatura pra macho…

Quando a mãe de Bernard Cornwell o pôs no mundo em uma Londres fria de 1944, ela não fazia a menor ideia do que estava fazendo ao mundo da literatura masculina. O pai talvez fizesse.

A mãe não.

O pai era um aviador canadense e a mãe auxiliar da Força Aérea Britânica. Na minha cabeça eu já imagino o genitor fazendo o parto da própria mulher no meio de uma trincheira barulhenta, dando uns tapas no traseiro do moleque e berrando com o indicador apontado: “e não chora não, garoto, que homem não chora, hein, p#$$%!”.

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(Bernard Cornwell aos 02 anos, em fotos raras)

Mais tarde, o jovem Bernard foi adotado por uma família que pertencia a uma seita religiosa chamada Peculiar People, seja lá o que um negócio desses significar. Na verdade, dizem que significava uma seita fervorosa que rejeitava todo tipo de friviolidade, até mesmo a medicina.

Eu acredito.

Em minha mente consigo ver perfeitamente um pequeno Cornwell com o dedo deslocado após uma queda ruim no futebol, e uma monja tatuada e musculosa gritando na cara dele: “e coloca essa p#$$% de dedo no lugar sem chorar, que já falei que homem não chora, hein, p#$$%!”.

Com o passar do tempo, antes que criassem a Cientologia e o obrigassem a contar a sua quantidade de thetan, ele fugiu para a Universidade de Londres, trabalhou na BBC por 10 anos e depois tentou se casar com a americana Judy, mas os americanos o consideraram inglês demais para lhe dar um green card.

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(você falaria mal de um livro desse cara na cara dele?)

Sem tal permissão, Cornwell resolveu viver como escritor, já que para esse trabalho não é preciso permissão do governo dos EUA, pois os americanos só reconhecem um escritor como um trabalhador de verdade quando ele ganha dinheiro com isso.

Ah, sim, hoje eles sabem muito bem que é Bernard Cornwell.

“Tough Lit”

Em inglês existe uma expressão para o cara machão, aquele de estilo valentão, herói brigão dos anos 80: ele é o chamado tough guy.

Partindo desse princípio, e na falta de uma expressão que represente todo o oposto da chick lit, eu passei a utilizar a expressão: tough lit para essa literatura anabolizada, que pode entediar a princípio o público feminino, mas levar o masculino ao êxtase primitivo de uma arquibancada de MMA.

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(O tough guy não precisa brilhar no sol pra chamar a atenção…)

E quais as características de uma literatura desse tipo?

Vamos lá: o herói desse tipo de literatura não tem essa de modéstia ou conflitos psicológicos intensos. A coisa pra ele é bem mais simples: ele simplesmente sabe que ele é o Cara.

Veja bem, ele não acha que o cara; ele simplesmente sabe que é.

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(Isso é “tough lit“)

Ele olha aqueles baderneiros fazendo arruaça na taberna e fica pensativo se vai fingir que está vendo ou não porque sabe que, se resolver se levantar, ele não vai simplesmente lhes dar uma lição de moral.

Ele vai destruir a taberna inteira nessa lição!

Outra coisa: o herói de tough lit gosta de mulher. Ainda que do jeito tosco e bronco dele, ele gosta muito. Então nem adianta aparecer com aquele papo de ãh, o que?, não, não pode, só depois do casamento, ou se você me ama de verdade vamos pensar se devemos de fato ficar juntos, meu amor.

O tough guy se preciso pega a mulherada pelos cabelos e faz coisas com ela mais intensas do que vídeos caseiros da Paris Hilton.

Conan é togh lit. James Bond também. Jason Bourne nem se fala.

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(esse não é um leitor de “tough lit”…)

Para identificar um protagonista de tough lit é fácil: basta usar a teoria citada por Azaghâl (NerdCast) no comentário sobre a definição de um típico herói anos 80: é simples, o cara tem de resolver o problema sozinho!

Veja bem: ele pode ir lá na frente e liderar um exército contra uma parede de escudos, na falta de alguém competente para fazer isso. Mas ele sabe que, se ele quisesse, ele ia lá e quebrava todo mundo sozinho (o que em algum momento ele vai acabar fazendo mesmo)!

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(já esse é um leitor sendo formado desde cedo pelo pai…)

E bem, não é algo assim tão simples quanto parece a princípio, mas felizmente existem por aí alguns escritores que conseguem traduzir esse estilo testosterona de escrever de maneira primorosa.

Cornwell é um dos melhores deles.

Estilo

Bernard Cornwell escreve romances baseados em fatos históricos, buscando nos fatos retratados uma autenticidade realista para a própria narrativa. Sua retratação histórica costuma ser tão bem feita, que mesmo que as coisas tenham sido diferentes do que ele conta, você irá preferir acreditar na versão dele mesmo assim.

Cornwell tem um estilo direto e intenso, com as descrições cruas e frias da época. Sua lista de personagens costuma ser tão imensa, e os nomes tão complicados, que não estranhe se você se perder e precisar apelar constantemente para os breves resumos sobre quem é quem no início.

E não comece a reclamar, por favor; a primeira lição de uma tough lit de verdade é que leitor de autores como Cornwell não chora!

O que impressiona no estilo do inglês é como ele é detalhista, mas não é prolixo. Suas descrições de batalhas e paredes de escudos são extremamente ricas e ao mesmo tempo dinâmicas. Você consegue escutar as flechas zunindo de um ponto a  outro. O som do metal se chocando. Os gritos das pessoas morrendo. Os cascos dos cavalos estremecendo a terra.

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(um cenário depois dos personagens de Cornwell passarem por ele…)

Além disso, a realidade medieval é retratada como era de fato, sem romanciação. Ela é feia, grotesca, por muitas vezes bizarra. Os soldados não entram no campo de batalha com armaduras limpas; eles entram suados, bêbados, fedendo; e quando o inimigo começa a se aproximar, muitos deles começam a urinar e defecar nas próprias calças, buscando força na loucura ou na embriaguez para reagir.

Os personagens gostam de sangue e de ver a cor do sangue do inimigo. E de arrancar coisas dos corpos dos mortos para usar de troféu. E de tomar suas mulheres como escravas ou amantes forçadas. E de outras coisas que você vai gostar de ler, mas nem sempre de imaginar…

Existe uma certa diplomacia e intriga política no universo de Cornwell, mas no fim das contas, tudo se decide mesmo é na porrada.

É por isso que Cornwell pode ser chamado de uma “literatura pra macho”. No fim, ler suas batalhas é meio como assistir a um “Os Mercenários” medieval; traz à tona aqueles instintos primitivos que o sexo masculino, independente da época, resgata quando cospe no chão, se estoura todo erguendo um supino ou abraça um amigo estalando tapas nas costas.

Há tanta testosterona desfilando por aquelas páginas, que se você bater algumas delas no liquidificador pode sair dali direto para uma orgia.

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(1ª sugestão de um capista para a capa de O Rei do Inverno)

Entretanto, nem todos as suas séries possuem o mesmo nível. É bom ter isso em mente para não começar pelas leituras menos ideais.

Logo, siga o mesmo raciocínio de caso você quisesse apresentar Sylvester Stallone para um adolescente da geração de hoje: você não iria mandá-lo assistir ao “O Especialista”, “Daylight”; nem mesmo “Rambo”, não é? (De novo: não é?)

Você iria mandá-lo começar por “Rocky Balboa”!

O raciocínio aqui é o mesmo. É o seguinte: quer ler Cornwell? Comece por As Crônicas de Artur. Ponto.
Não comece pelo O Arqueiro nem Azincourt, e muito menos Stonehenge.

Comece de uma vez pela obra-prima.

Se não vier a ler mais nada do inglês depois, sem problemas. Você já terá lido um dos melhores exemplares de tough lit que temos por aqui.

Boas vindas ao Rei que não Queria Ser Rei, mas era assim mesmo

Quando me perguntaram em uma entrevista qual era meu personagem preferido na literatura, a resposta foi imediata: Derfel Cadarn.

É este o personagem narrador de As Crônicas de Artur e também o maior acerto de Cornwell nessa obra. Narrar a aventura de um ponto de vista de um personagem inicialmente menor aos acontecimentos faz com que de fato tenhamos uma identificação imediata com o personagem, como se fosse ele um ancestral de família.

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(salve o Rei…)

É fácil amar Derfel. Nós acompanhamos seu treinamento, seu primeiro inimigo morto, seu primeiro encontro com o mito Artur, seu primeiro amor, seu segundo amor, sua humildade perante um Merlin mal-humorado, ranzina e extremamente debochado.

Ao longo dos três livros, nós acompanhamos o inicialmente tímido adolescente se tornar o futuro lorde guerreiro experiente.

O cenário ao redor de Derfel é traiçoeiro, violento  depressivo, entretanto ele se mostra uma pessoa com noções de honra, caráter e fidelidade aos ideais e às pessoas a quem jura sua lealdade. Ele é o total oposto de Uhtred, o personagem das Crônicas Saxônicas, que é outro tipo de tough guy, mais no estilo Conan de ser, e tão fascinante quanto.

Outra curiosidade da série é a forma como o autor trata a magia.

Aqui a magia nunca é magia “de fato”. Os feiticeiros fazem paredes com crânios na frente de exércitos e dançam e amaldiçoam o inimigo. Ainda assim, a magia de fato é ativada exclusivamente pela superstição popular. E isso é muito interessante porque levanta a dúvida: mas se a “magia” funcionou, independente do artifício, ela é superstição ou de fato é a própria definição de magia?

Exibições de poder pirotécnicos se mostram engenhosas formas de ludibriação em cima desse misticismo e tudo é construído de uma forma tão bem-feita, que taxar tal existência da magia na série como um fato ou um truque também depende da superstição pessoal de cada leitor.

A forma como Cornwell também nos reapresenta os personagens de Camelot é fabulosa e surpreendente.

A maioria de nós sempre admirou Lancelot e tratou Artur como um Rei a ser respeitado, embora distante e de quem se sente uma certa pena ao se tornar provavelmente o corno mais famoso da literatura mundial.

Depois de As Crônicas de Artur não.

Depois dessa saga, todos, mas literalmente todos os personagens de Camelot são visto sob uma nova ótica; uma ótica masculina barra pesada, e sem brumas.

Arrumando Problemas

Você quer procurar um ou outro problema nos livros de Cornwell?

Ok, as explicações históricas às vezes podem lhe cansar.

O excesso de personagens vai confundir.

Alguns personagens, como o Arqueiro, são overpowers e costumam não apenas ser muito superiores às pessoas comuns, como estar no lugar certo na hora certa, ou errada, mas que para a trama não deixa de ser a certa.

E talvez por isso, por saberem o quanto são melhores do que os outros, alguns deles são o que na gíria se chamaria de escrotos. Mas o termo aqui não seria no sentido de serem personagens ruins, mas simplesmente de serem arrogantes e antipáticos na relação com os outros personagens, correndo o risco de gerar uma falta de apego frente a um determinado leitor.

E se você teve algum desses problemas com a obra, tem o direito como leitor.

Mas se você é um tough guy, guarde essas coisas para você, suporte a dor e não reclame. Nunca reclame.
Leitor de Cornwell não chora.

cavernas e dragoes Bernard Cornwell, ou como se faz literatura de verdade pra macho... 
(imagem de um adepto da filosofia emo lendo sobre Cornwell)

E Além?

E para fechar, a pergunta: e além de Cornwell, que outros grandes representantes da legítima tough lit teríamos por aí?

Em minha mente alguns nomes estrangeiros surgem imediatamente: Robert Howard, Conn Iggulden, George R.R. Martin e Tom Clancy.

No Brasil, Leonel Caldela com seus romances de batalhas sujas e personagens pouco confiáveis supre bem essa função, tanto que eu e Eduardo Spohr gostamos de nos referir a ele como “o Cornwell brasileiro”.

E por voltar a falar no inglês, não poderia finalizar sem lembrar que Corwell é tão tough guy, que em junho de 2006 recebeu o título de Oficial na Ordem do Império Britânico, nos 80 anos da rainha. A conclusão que podemos chegar a tudo isso é que o universo realmente prepara um homem para sua missão no mundo.

Não foi à toa que aquele futuro escritor nasceu filho de militares, na fria e depressiva Londres de 1944.
É claro; isso tinha de fazer sentido.

Até para nascer; Cornwell tinha de nascer na guerra.

17 março, 2011

Como fazer uma resenha

Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc.

O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.

Como uma síntese, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal.

No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural, sejam elas boas ou ruins, mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”.

Tipos de Resenha

Até agora eu falei sobre as resenhas de uma forma geral e livre e esses dados são suficientes para você já esboçar alguns parágrafos.

Contudo, as resenhas apresentam algumas divisões que vale destacar. A mais conhecida delas é a resenha acadêmica, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha crítica, resenha descritiva e resenha temática.

Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:
  1. Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;
  2. Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
  3. Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
  4. Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
  5. Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.
  6. Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.
  7. Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.
  8. Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”

Na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o passo de número 5. Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a opinião o resenhista.
Finalmente, na resenha temática, você fala de vários textos que tenham um assunto (tema) em comum. Os passos são um pouco mais simples:
  1. Apresente o tema: Diga ao leitor qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;
  2. Resuma os textos: Utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;
  3. Conclua: Você acabou de explicar cada um dos textos, agora é sua vez de opinar e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;
  4. Mostre as fontes: Coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;
  5. Assine e identifique-se: Coloque seu nome e uma breve descrição do tipo “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”.

Conclusão

Fazer uma resenha parece muito fácil à primeira vista, mas devemos tomar muito cuidado, pois dependendo do lugar, resenhistas podem fazer um livro mofar nas prateleiras ou transformar um filme em um verdadeiro fracasso.

As resenhas são ainda, além de um ótimo guia para os apreciadores da arte em geral, uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno.

Agora é questão de colocar a mão na massa e começar a produzir suas próprias resenhas!


Fonte:  Lendo.org

11 março, 2011

10 Escritoras da geração de Novos Talentos da Literatura Brasileira

1 - Samila Lages: A jovem escritora de Macapá está debutando na literatura com o livro A Lenda de Fausto, que por sinal será lançado no dia 11 de março no Sesc Centro Macapá/AP. Já comentei sobre ela aqui no listas, elogiando seu texto em uma antologia de contos, pois a jovem que define-se como escritora, otome, nerd, e romântica nas horas vagas e proprietária de uma escrita muito singular. Conheça mais a autora aqui.

2 - Georgette Silen: A escritora estreou com o livro Lázarus, pelo selo Novos Talentos, da editora Novo Século, e se destaca por sua militância literária atuando firmemente na difusão dos livros, auxiliando editoras, bem como organizando diversas antologias, dando oportunidade a novos talentos literários. [Mais]

3 - Babi Dewet:   Tem 24 anos, mora no Rio de Janeiro, Blogueira, professora e empresária neurótica nas horas vagas, formada em Cinema, editora de moda do site Loopstyle, leitora assídua e fã de séries de TV. e é autora do livro Sábado à Noite, um livro que tem atraído atenções na internet. [Mais]

4 - Carolina Munhoz: Autora do livro A Fada, é fã confessa de J. K. Rowling e Paulo Coelho e adora o seres fantásticos. Destaca-se sua participação em redes sociais e sua bagagem em viagens que provavelmente lhe inspiram a escrever, e algo me diz que 2011 deve ser uma ano cheio de promessas e novidades para Carolina. [Mais]

5 - A. P. Ribeiro: Escritora Juvenil,taurina pouco romântica e brasileira com orgulho. É viciada em Manga,desenho animado,comedias,e rock. Estreou na literatura com o livro Esmera. [Mais]

6 - Elenir Alves: Amante da cultura, desde cinema, teatro enfim, tudo que envolve à arte. É Publicitária, escritora, e gosta de escrever contos e minicontos de terror e nas horas vagas ainda sai alguma coisa como um poema livre e para variar alguns versos, rs. Organizadora e co-editora do zine TerrorZine – Minicontos de Terror. [Mais]

7 - Janda Montenegro: formada em Letras-Literaturas pela UFRJ e como guia de turismo internacional. Está cursando Pós Graduação em Produção Editorial. É autora de "Antes do 174", e em breve será lançado seu segundo livro, O Íncrivel Mundo do Senhor da Chuva;

8 - Ana Flávia Melo: Escritora carioca descobriu a literatura aos 9 anos, em trechos de livros didáticos, já publicou livros técnicos, mas estreou na literatura de ficção em 2010 com o livro Caixa de Desejos. [Conheça mais]

9 - Kamila Denleski: Autora do livro Estrela Píer, Cresceu em Santo André e escreve desde os oito anos de idade. É apaixonada por livros, chocolate, música e pelo James Dean. [Mais]

10 - Ana Flavia Abreu: Ana Flávia Abreu cresceu lendo romances nacionais. Imaginava cada detalhe narrado pelo escritor. Se transportava para o mundo fictício em que acontecia cada história e se apaixonava por todas elas. Estudou em colégio militar, onde tomou gosto pela grafia. Se formou em Direito mas o amor pela escrita foi maior. Suas melhores inspirações para escrever vieram durante as madrugadas, quase trocando o dia pela noite. Kôra – O Pressentimento do Dragão é sua estreia no mundo fascinante da literatura.
 
 

23 fevereiro, 2011

10 Coisas que talvez todo aspirante a escritor deveria saber

Há uma boa parte dos visitantes que chegam ao Listas Literárias buscando informações sobre concursos literários, ou sobre novos escritores, ou como se tornar escritor. É fato que este blogueiro – Em breve estarei lançando 2 livros - além de ser uma destes aspirantes, também tem pesquisado muito sobre o assunto , e resolvi partilhar algumas conclusões, que podem ou não ajudar que almeja uma carreira como escritor.

1 – Você não é melhor que Stephenie Meyer, ou qualquer outro autor famoso contestado. E por mais doido que isto pareça muitos aspirantes se baseiam em autores cuja crítica ás vezes incomoda como única justificativa para se lançarem na carreira. A filosofia “se até ela conseguiu, eu também consigo” não é a melhor forma de pensar de quem ainda é um aspirante. Todo mundo que alcança o sucesso, é porque teve alguma qualidade. O que não quer dizer também que você nunca chegará lá. Mas no princípio jamais seremos melhor daqueles que estão nas bancas;

2 – Não basta escrever. Mesmo que você tenha ótimos textos, uma narrativa original, e até mesmo um bom número de leitores, isto não é suficiente. O aspirante a escritor tem de compreender o mercado editorial, saber cada passo que torna um texto um livro, pois só assim compreenderá que quem realmente quer ingressar nessa carreira, deve ter paciência, e não se martirizar em busca de resultados imediatos, pois para ser um escritor, o tempo é o melhor amigo;

3 – Leia. Este provavelmente é um conselho unânime dado por escritores que já chegaram lá. Talvez martelem isto por que estiem aspirantes que acreditam poder escrever sem ler. Mas isto é impossível, portanto se queres te tornar um escritor, seja antes um grande leitor;

4 – Conheça as receitas, mas prefira a sua. Na internet aspirantes a escritor podem encontrar uma infinidade de dicas para quem quer ser um escritor – inclusive esta -. Leia cada uma delas , e busque extrair a essência de cada uma delas, mas saiba que para cada autor, as coisas acontecem de determinada fórmula, e com você não será diferente. É muito mais provável você chegar ao sucesso com sua própria receita, do que seguir os passos que já foram trilhados;

5 – Escreva muito. Não basta escrever um romance. Todo escritor necessitará do hábito. A ciência inclusive cogita que o sucesso pode estar ligado á quantidade de exercícios e horas dedicada a sua atividade. Portanto o escritor que elabora textos com certa freqüência, terá provavelmente como resultado o aperfeiçoamento de sua escrita. Então jamais deixe de escrever. Faça um blog, envie um artigo pra jornal... Escreva sempre.

6 – A gaveta é sua inimiga. Convenhamos á timidez ou o medo não são os melhores amigos dos escritores. Você pode ter escrito um grande romance, mas se ninguém lê-lo, ela jamais será reconhecido. E por mais que a gaveta se insinue como uma grande confidente não é o melhor lugar para guardar seus textos.

7 – Não tenha medo. Aspirantes a escritores não podem ter medo. Sei que ás vezes novos escritores podem ser atingidos por diferentes temores, mas só galgam a vitória e o sucesso os destemidos, e isto amigos ocorrem desde que o mundo é mundo. Não tenha medo de mostrar seu original, não tenha medo de investir em seu trabalho, não tenha medo do que os outros vão achar... Trace suas metas, encontre a sua receita, e vá em frente.

8 – Não tenha medo do não! Eles virão de todas as formas. Principalmente de grandes casas editoriais. E entenda que eles não têm culpa, nós é que estamos prolíficos, e hoje há muita gente desejando ser o próximo Best-seller. E “não” será uma palavra habitual a ouvirmos, e é necessário lidarmos com esta palavra, afinal o mesmo ocorre com atores, modelos, cantores... Em qualquer profissão você poderá ser dispensado. No mundo dos livros não será diferente. É só chegarão ao cume os que não esmorecerem com os nãos que surgirão!

9 – Só roubarão sua idéia se você deixar. Sim esta é uma grande preocupação de novos autores. Muitos temem que sua idéia seja roubada. Confesso que acho muito difícil, mas cuidado e canja de galinha não faz mal a ninguém. Para isso tem a Biblioteca Nacional, ou ainda sites em que te permitem publicar sua obra completa como o Bookess. Eu inclusive prefiro este último, já que além de certa forma tornar público que aquela obra é de minha autoria, também posso obter a reação inicial dos leitores;

10 – Aproveite cada “Sim!”. Se houver persistência eles chegarão. Aí você terá a tarefa de triar se o este “Sim!’ está de acordo com sua própria receita de sucesso. E se estiver, siga em frente, pois amigos será o seu empenho, a sua dedicação, a sua vontade de conseguir que dirá se terá ou não sucesso.

14 janeiro, 2011

Você conhece o BIBLIO.COM.BR

A Biblioteca Virtual de Literatura
 
 Texto do site:

Na biblio, você tem acesso a obras em domínio público dos mais importantes autores de nossa língua para leitura imediata. O site não possui resumos ou resenhas, só textos completos e respeitando a linguagem da época.

A biblio só disponibiliza obras completas, em português e cujo autor tenha falecido há mais de 70 anos, conforme determina a Lei de Domínio Público.
 
A seguir, um exemplo do extenso conteúdo desse maravilhoso espaço virtual.

Biografias dos maiores autores de nossa língua
 
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