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07 julho, 2011

A incrível resposta da Anonymous para a Otan


Recentemente a OTAN declarou que os hackerativistas do Anonymous eram uma ameaça para a sociedade, citando casos como, por exemplo, quando eles atacaram os sistemas das empresas que entraram no boicote contra o Wikileaks.
A Anonymous respondeu da melhor forma possível, com a fantástica carta aberta que você lê logo abaixo. Como diz o Brunno Apolonio, que deu a dica desse post, as próximas gerações vão estudar esse documento na aula de História. Mas melhor do que explicar é ler. Vale o investimento de tempo.
Saudações, amigos da Otan. Nós somos a Anonymous (*)
Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.
O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer.  A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento.
Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante – suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não aceita que o governo e/ou  os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?
Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas.
Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.
Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.
Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.
O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou  do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.
Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à imprensa.
Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.
Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.
Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.
Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós  por pura raiva de vocês atropelarem que se coloca contra vocês.
Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.
Somos o Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…
(*) nota do editor: aqui há um trocadilho com “nós somos anônimos”
tradução, exceto primeira linha, copiada do Link

Fonte: Update or Die

22 junho, 2011

Documentos sobre a máfia esquecidos em táxi são leiloados em NY


Documentos oficiais com nomes e descrições de mais de 800 possíveis membros da máfia que foram esquecidos em um táxi de Nova York nos anos 1960 foram vendidos nesta quarta-feira por US$ 10,9 mil em um leilão.

Os documentos, compostos por mais de 800 páginas com fotografias e detalhes sobre a forma de atuar dos suspeitos, estavam avaliados entre US$ 10 mil e US$ 15 mil, segundo informou a casa de leilões Bonhams em seu site.

Agrupadas como um livro, as páginas oferecem nomes, apelidos, descrições, lugares que frequentavam e conexões familiares e criminais de possíveis membros da máfia durante os anos 1950 e 1960.

Carlo "Don Carlo" Gambino, chefe do clã dos Gambino, Charles "Lucky" Luciano, considerado um dos pais da máfia organizada em "famílias" e Joseph Charles Bonanno, que também foi chefe do clã que leva seu nome, são alguns dos mafiosos descritos.

Os documentos leiloados fazem parte de uma lista elaborada pelo Escritório de Narcóticos do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos em 1960 somente para uso oficial e que foram esquecidos pelas autoridades em um táxi em Nova York.

O atual dono descobriu o volume abandonado no veículo no início dos anos 1960 e o manteve em seu poder até agora --porém, em 2007, a editora Harper Collins publicou uma edição "fac símile" do livro.

23 maio, 2011

Escritora argentina pretende atualizar o "Kama Sutra"


O "Kama Sutra" é dividido em sete livros que abarcam a vida sexual do homem médio. Já os kama sutras de Alicia Gallotti, 58, somam o dobro de volumes, e a autora argentina diz à Folha, por telefone, que vai lançar o 15º.


É que, enquanto a educação sexual sânscrita é para todo mundo, os leitores de Gallotti são fracionados em grupos mais específicos.


Há um guia sexual ilustrado para mulheres heterossexuais, outro para lésbicas, um terceiro para homens que se deitam com homens etc.



Argentina Alicia Gallotti, que vai lançar seu 15º guia sexual; 12 foram lançados no Brasil
A segmentação parece a das revistas com as quais os livros convivem nas bancas de jornal, onde também são vendidos. E vendem: foram mais de 1 milhão de cópias em 14 países de língua latina.

No Brasil, 12 títulos estão no mercado. Custam cerca de R$ 40, mas a editora Planeta não informa a vendagem.

OFÍCIO "BROXANTE"

A escrivã do desejo geral não é formada em ciências biológicas ou sexologia.

Após chegar a Barcelona, exilada da ditadura argentina, na década de 1980, Gallotti foi trabalhar na mídia. Respondia o correio sentimental de uma revista. Escrevia sobre sexo para a "Playboy" espanhola. Mas o ofício, diz, "broxava demais".

Largou o jornalismo, fundou e, em seguida, faliu uma agência matrimonial. "Vi que precisava escrever."

Meses depois, estreava na literatura, com um título sobre o poder mágico dos cristais. Mas o sexo pulsava dentro de sua cabeça. "Era o que eu queria ler e não lia."

Em 1999, terminou um catálogo de posições eróticas que queria chamar "Tudo o que Você Queria Saber Sobre Sexo e Tinha Vergonha de Perguntar". O editor achou o nome longo e pouco explicativo. Sugeriu "Kama Sutra".

Ela relutou. "Mas aceitei. E pensei no livro como uma versão contemporânea, com menos filosofia."

Se invocar a obra que mais lembra sexo é marketing declarado, o que seus livros guardam do original? "Naturalidade. Tive de adicionar senso comum para que o livro fizesse sentido hoje."

Que o digam, por exemplo, as alusivas imagens do "Kama Sutra para Lésbicas".

O sucesso resultou num ritmo de lançamento de quase um título por ano. Todos com desenhos de posições _muitas das quais ela não viu e diz não conceber.

Para dar conta de tantos nichos, ela diz se basear numa lista de milhares de endereços de e-mails de desconhecidos, para os quais dispara perguntas, cândidas ou escabrosas, sobre sexo.

As respostas às escuras servem para descobrir (no papel) o que dá prazer. Quando o trabalho está pronto, é revisado por um médico. "Tudo pela anatomia", diz.

Cada livro que publica pensa ser o último. "Mas sempre há um nicho a explorar!" No ano passado, foi "69 Segredos Indispensáveis para Desfrutar o Sexo", com as perguntas que mais ouviu. "São sempre as mesmas."

Ela omite o tema do próximo livro, o mais "complicado" que já escreveu. Mas acolhe o "chute" quanto ao mote: sexo geriátrico. "Seria ótimo! Estou quase com 60 anos e não penso em outra coisa."




Fonte: Livraria da Folha

Dica de livros para quem tem blog


Quem tem blog sabe: a inspiração não chega todos os dias. Ficar sem assunto por muito tempo pode causar o desaparecimento de leitores, escrever sobre assuntos sem graça é ainda pior. Nesses momentos, resta ao blogueiro solitário garimpar um vídeo engraçado no YouTube, um gif sensual no Señior Gif ou uma foto curiosa no Google Images.
Pensando nos leitores blogueiros, a Livraria da Folha selecionou cinco livros úteis para os temas mais frequentes da internet.
Listas. Elas sempre funcionam. Você sabe o nome das estrelas de cinema que se apaixonaram em cena? Quais são as dez maiores controvérsias das olimpíadas? As mortes mais bizarras? Todas essas peculiaridades estão em "O Livro das Listas: Uma Coletânea das Informações Mais Curiosas do Mundo".
Trollagem*. Atazanar a vida alheia fica mais fácil quando sua consciência não pesa. "Os Ladrões Mais Idiotas do Mundo", baseado no programa inglês de rádio de Jamie Theakston, conta histórias dos maiores erros do crime. Por apenas R$ 9,90, o volume é perfeito para quem não é rico ou é influente como Maria Bethânia.
Cultura. Nunca foi tão fácil fingir ser intelectual. "Cultura Inútil para Festas e Eventos" é dedicado aos que tentam ser sérios e cultos. Com o subtítulo "informações imprescindíveis para parecer um gênio em qualquer situação social", o exemplar também está com preço promocional.
"Dorgas". Polêmica pode render um link no Ocioso e salvar a audiência do mês. Tudo o que você precisa saber sobre a Cannabis sativa e outros entorpecentes pode ser encontrado em"Drogas: Perguntas e Respostas". A obra relata aspectos da intoxicação, da abstinência, do abuso e da dependência de substâncias com ações psicotrópicas.
Sexo. "O Guia da Nudez do DVD Nacional" traz, com precisão cirúrgica, os momentos em que 51 atrizes aparecem nuas em 63 filmes. O guia, realizado pela jornalista paulista Simone Sartori Specian, indica o caminho das pedras para os voyeurs do cinema nacional.


Fonte: Livraria da Folha
Trollar: termo --cujo nome deriva de um monstro brutal da mitologia nórdica, o troll-- usado na internet para designar o ato deselegante de zombar e/ou provocar discussões/tumulto/discórdia.

Historiador relata 2.500 anos de conflitos entre Ocidente e Oriente


Antes do cristianismo e do islamismo, macedônios, atenienses, espartanos e romanos entraram em conflito com civilizações orientais. Incursões militares europeias pelo Oriente Médio e pela Ásia remontam dezenas de séculos atrás.
As cruzadas --talvez o mais famoso confronto entre as duas culturas-- foram apenas uma das etapas da inúmera sucessão de disputas. Esse embate entre civilizações é descrito e analisado em"Mundos em Guerra", do historiador Anthony Pagden.
O livro, publicado em português pela lusitana Edições 70, mostra como a oposição entre o Ocidente e o Oriente é agravada pela incompreensão e pelo medo, sem aparentar um desfecho simples.
"Enquanto houver quem insista que isso faz sentido, a antiga luta entre 'Oriente' e 'Ocidente' vai continuar. Hoje, pode resumir-se a ataques terroristas ou a manifestações públicas de ódio, mas nem por isso deixa de ser tão azeda e tão inútil como o foi durante os últimos dois milênios", avalia o autor.
Pagden escreveu diversas obras sobre história europeia. Atualmente, é professor de ciência política na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, já lecionou em outras universidades prestigiadas, como Cambridge, Oxford, Harvard e John Hopkins.

18 maio, 2011

Raí lança livro infantil e diz que está acostumado a ser julgado

Ninguém está sozinho. Somos parte de um só mundo. Essas conclusões filosóficas estão em "Turma do Infinito" (Cosac Naify; R$ 32). O curioso é que o autor do livro infantojuvenil é o ex-jogador de futebol Raí. 
A ideia do projeto --cujos rendimentos com direitos autorais serão revertidos para a Fundação Gol de Letra-- partiu de uma redação da neta de Raí, Naira. Nele, Sol, Filó, Sofia e Zen são alunos da mesma escola que se tornam amigos. Juntos, entendem a importância de deixar a individualidade de lado. 

O livro, ilustrado pelo austríaco Jan Limpens, tem pitadas de filosofia, influência dos cursos que o ex-jogador fez. No sábado (21), Raí encontra o público no lançamento na Livraria da Vila (r. Fradique Coutinho, 915), às11h. Leia a entrevista: 

Folha: Como surgiu a ideia de escrever esse livro?
Raí: Teve um momento decisivo. Vi uma redação da minha neta, Naira, e gostei do nome dos personagens. Comecei a fazer anotações e, mais de um ano depois, meu sócio me deu força --precisava de alguém que me desse força. Quando achei que o projeto estava maduro, fui para um bangalô no meio do nada, na Bahia. Depois de uns dois dias, quando sumiram as minhas preocupações, escrevi. O "esqueleto" saiu em algumas horas, depois fui arrumando. 

Folha: O livro faz menções à filosofia, ao zen. O que o inspirou?
Raí: Traduzi algumas ideias minhas para o universo infantil. Fiz cursos curtos de filosofia e sempre gostei do tema. Não chega a ser um livro de filosofia, mas os cursos me influenciaram. Quando fiz, aprendi que filosofava sem saber. Sou uma pessoa que "viaja" um pouco, quis passar isso para os personagens. Gostei porque juntou ideias que provocam uma reflexão.

Folha: Que mensagens você quis passar?
Raí: No início, não pensei em passar mensagens de solidariedade e companheirismo, mas isso acabou acontecendo porque são coisas em que acredito. Parti do ponto de que a gente tem uma sensação de ser um indivíduo único, sem correlação com os outros. Estamos em uma eterna busca de ir quebrando isso. Esse exercício, quando bem resolvido, leva a conclusões de companheirismo, do pensar coletivo. 

Folha: É uma série? Vão ter outros livros na mesma linha?
Raí: Quando pensei em escrever, a primeira coisa que falei na editora Cosac Naify é que não sou escritor e não tinha a pretensão. Gostei do resultado e isso acabou estimulando outras ideias. Não nasceu para ser uma série, mas, se eu tiver vontade, não vou me privar, vou tentar, pelo menos. 

Folha: Como uma figura pública e um escritor amador, você teve algum receio da reação do público ou da crítica? Ou não pensou nisso?
Raí: Vou ver na prática. Espero que me vejam como um iniciante, um jogador que tem uma história interessante de vida e que sempre teve relação com o universo infantil. Mas, se tiver crítica, estou acostumado a ser julgado. É interessante que uma pessoa pública, que um esportista --que às vezes são pessoas que se afastam do universo da leitura-- ouse em escrever um livro. Acho que é algo que, no mínimo, pode ajudar a instigar a leitura. 





Fonte: Folha

17 maio, 2011

Livro propõe aplicação de modelos econômicos na criação dos filhos

Se você disser que aplica teorias econômicas na criação de seus filhos, vão pensar que: a) você só pensa em dinheiro; b) você só está preocupado com o futuro financeiro de seus herdeiros; c) você é um visionário; d) você é um monstro. 

O economista australiano Joshua Gans pode não se encaixar em nenhuma das alternativas acima, mas ele afirma que usar o pensamento econômico para criar os filhos é uma forma inteligente de resolver conflitos, além de gerar benefícios aos pais e às crianças. 



Não se trata de grana. Deixando de lado questões claramente econômicas, como calcular preços de fraldas ou mensalidades escolares, ele aplicou, com seus três filhos, estratégias originalmente usadas em negociações político-financeiras para resolver desde questões prosaicas (ensinar a usar o penico) até altruístas (o que fazer para que os filhos se tornem pessoas independentes). 

BENEFÍCIOS
As tentativas de ser um bom economista e um bom pai (alguns sucessos, muitos fracassos) já renderam a Gans benefícios de curto e médio prazo. 

Ele começou imediatamente a usar os exemplos domésticos para ilustrar suas lições de teoria econômica a alunos de MBA. Fez sucesso. As histórias da vida real deixaram as aulas mais animadas, os alunos mais interessados e os conceitos mais claros. 

Gans então criou uma "marca" para essa sua proposta educativa. "Parentonomics", que junta pais ("parents") com economia ("economics") e remete ao modelo dos "Freakonomics" ""outro termo de sucesso e nome de um livro que já vendeu mais de 4 milhões de exemplares. 

Em "Freakonomics", o economista norte-americano Steven Levitt mostra como aplicar princípios econômicos a situações da vida cotidiana, além de colocar em dúvida verdades preestabelecidas sobre temas tão variados e polêmicos quanto corrupção e aborto. 

Não é preciso ser um especialista em mercado de futuros para descobrir que, no médio prazo, as aplicações de Gans também renderam um livro. 

Hoje, os filhos do economista estão com 12, dez e seis anos. Resta saber se os benefícios de longo prazo, que são os que realmente importam, virão. Ou se faz sentido pensar em "educação de resultados" ou nos "lucros embutidos" das atitudes que tomamos em relação às crianças. 

O economista Bernardo Guimarães, autor de "Economia Sem Truques" (ed. Campus-Elsevier), diz que para educar filhos é preciso duas coisas: definir objetivos e o que é preciso fazer para alcançá-los. "A economia ajuda muito pouco no primeiro quesito, mas pode ser um excelente instrumento na segunda parte da questão." 

As grandes ferramentas oferecidas por Gans são os incentivos e as negociações. Mas a maioria dos pais e das mães já vive fazendo isso, mesmo que eles não entendam nada de economia. 

"Muitas das coisas que educadores falam podem ser traduzidas por termos usados na economia. O que a teoria econômica te dá é um arcabouço para pensar nessas coisas, tentar entender por que algumas escolhas são feitas e as reações que provocam", diz Guimarães. 

Marcos Fernandes, professor da Escola de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas) de São Paulo, afirma que é possível tirar lições das estratégias usadas em empresas ou relações internacionais para usar na educação. 

MENOR CUSTO
"É politicamente incorreto dizer isso, mas você pode usar modelos [econômicos] para criar os seus filhos com o menor custo para ambas as partes", diz Fernandes. 

O modelo proposto por Gans é a teoria dos jogos, estudo das interações estratégicas para a tomada de decisões que tragam menos custos e mais benefícios aos envolvidos. 

Segundo Fernandes, essa teoria funciona com os filhos e pode ajudar os pais a encontrar um caminho entre as duas estratégias educacionais debatidas hoje: a autoritária e a igualitária. 

O professor da FGV é pai de um garoto de 16 e de uma menina de 11 anos. "Aprendi a não deixar meu lado emocional me dominar na hora de educá-los, para pode aplicar a teoria dos jogos nas negociações que faço com eles." 

Para o autor de "Parentonomics", é o fator emocional que atrapalha a tomada de decisões eficientes na educação dos filhos. 

Ele tenta convencer os pais sobre a sua teoria mostrando as recompensas colhidas a partir dessa maneira de agir (os tais dos incentivos). 

Por exemplo: o custo emocional de deixar um bebê chorar por algum tempo no berço, porque ele não quer dormir, pode ser eliminado se você o pegar imediatamente no colo. O custo futuro dessa atitude é que será cada vez mais difícil acostumá-lo a dormir sozinho. Nada que "Super Nanny" e qualquer mãe de bom-senso não endossariam. 

"Pensar nos benefícios a longo prazo ajuda a separar a parte emocional e recuperar o bom-senso. E o sono perdido", diz Gans. 

Da manga do economista também saem estratégias para conseguir que os filhos adotem hábitos desejados (por exemplo, comer verduras) em troca de incentivos bem dosados (comer doces), sem inflacionar a oferta de guloseimas. 

A importância dos incentivos não é novidade para educadores, mas, ao contrário do que acontece nas negociações econômicas, não é a base do negócio. 

"Na criação dos filhos, a base é o afeto, o reconhecimento da criança, o acolhimento. As recompensas e punições vêm a partir e por causa disso", diz a psicóloga e terapeuta de família Marina Vasconcellos, da Unifesp. 


PEDAGOGIA DE RESULTADOS
Como a teoria econômica é aplicada na educação dos filhos
 
EQUILÍBRIO COMPETITIVO
 
O que é
Se não há confiança, não há cooperação, e cada parte usa as respostas ou reações da outra para buscar o melhor resultado 

Como se aplica
O bebê quer atenção e chora quando é colocado para dormir. Os gritos são uma oferta: "Eu paro de gritar se vocês me derem atenção" 

JOGOS COM REPETIÇÃO
 
O que é
A mesma interação estratégica se repete ao longo do tempo 

Como se aplica
O bebê no berço quer atenção, mas os pais percebem que o custo desse tipo de choro para a criança (a exaustão) implica que ela só vai continuar chorando enquanto tiver motivos para achar que vai funcionar 

NEGOCIAÇÃO
 
O que é
Oferecer benefícios à outra parte que compensem algum custo que ela terá 

Como se aplica
Os pais sinalizam que deixarão a criança comer algumas "bobagens" em troca de uma alimentação saudável na maior parte do tempo 

EQUILÍBRIO COOPERATIVO
 
O que é
As pessoas se juntam para atingir o objetivo de forma a aumentar os benefícios para todos 

Como se aplica
A negociação 'verduras x doces' leva a um equilíbrio cooperativo: a situação é boa para a criança, porque ela se alimenta bem e tem direito a suas guloseimas, e é boa para os pais, porque evita desgaste e eles conseguem garantir uma alimentação adequada 

INCENTIVOS
 
O que é
Não são necessariamente monetários, mas as motivações suficientes para as pessoas fazerem algo que, aparentemente, não lhes trará nenhum benefício imediato 

Como se aplica
Para um bebê, não há vantagem em trocar a fralda pelo penico, mas ele pode achar a troca interessante se receber aprovação carinhosa dos pais sempre que usar o banheiro 


IARA BIDERMAN
Folha.com 

Projeto Torre Negra continua vivo


Os fãs da obra mais longa de Stephen King, A Torre Negra, tiveram um baita susto. O ambicioso projeto de filmar toda a saga de Roland Deschain quase foi por água abaixo, devido ao altíssimo custo de se gravar três filmes, com duas temporadas de tevê no meio deles.

Agora, os fãs recebem uma notícia boa e uma ruim. A boa, é que o projeto está vivo sim, e o orçamento reduzido não afetará o tamanho do projeto. A ruim, é que as filmagens, que começariam dentro dos próximos três meses, foram adiadas para fevereiro do ano que vem. A Universal precisa iniciar as filmagens até julho de 2012, ou perde os direitos da produção.

Javier Bardem está praticamente confirmado no papel do Pistoleiro, enquanto Ron Howard dirige os filmes. A data de estréia era 17 de maio de 2013, mas isso também deverá ser atrasado.


Fonte: Jovem Nerd

Frankenstein Alive, Alive! reúne Steve Niles e Bernie Wrightson

A IDW Publishing anunciou Frankenstein Alive, Alive!, uma série em colaboração por Steve Niles e Bernie Wrightson.

A dupla é conhecida por suas histórias em quadrinhos de horror. Niles é roteirista de 30 Dias de Noite e suas continuações e já trabalhou com o personagem Frankenstein em Wake the Dead, uma modernização da história. O veterano Wrightson, por sua vez, é um dos criadores do Monstro do Pântano além de ser conhecido pelo seu trabalho com o gênero do terror desde a década de 1960. Ele também já desenhou Frankenstein antes em diversas ocasiões, incluindo Bernie Wrightson's Frankenstein, uma versão ilustrada do livro de Mary Shelley.

Novidades, segundo o Bleeding Cool, serão reveladas na Comic-Con 2011.



Fonte: Omelete

14 maio, 2011

Buenos Aires inaugura "Torre de Babel" de livros

Uma torre de 28 metros de altura, em formato de rampa circular, toda feita de aço e dezenas de milhares de livros livros, foi inaugurada na quarta-feira em Buenos Aires para marcar a gestão da cidade como Capital Mundial do livro de 2011, título designado pela Unesco. 


A obra, batizada de "Torre de Babel de Livros", é de autoria da artista plástica argentina Marta Minujín, que reuniu mais de 30 mil exemplares de 54 países, inclusive do Brasil, como informou a assessoria de imprensa do governo de Buenos Aires. 

Buenos Aires inaugura "Torre de Babel" de 28 metros de altura com mais de 30 mil livros
 
"É importante que todos venham (ver) porque esta é uma obra de participação maciça", disse Minujín. 

Para reunir tamanha quantidade de livros, ela contou com edições doadas pelas embaixadas e por moradores de Buenos Aires, que entregaram seus exemplares durante dois meses nas várias livrarias da cidade. 

"A ideia foi transformar a torre num veículo da cultura, unificando o mundo através dos livros", afirmou a artista. Ela disse que a realização da obra foi como "um milagre" artístico que "entrará no imaginário coletivo".

ESPIRAL

Minujín desenhou a maquete em formato de espiral, e a estrutura foi construída com ferros por operários financiados pela Secretaria de Cultura de Buenos Aires. 

A "Torre de Babel", instalada na Praça San Martín, no centro da cidade, pode ser percorrida por dentro até 27 de maio, quando será desmontada. 

Durante um tour guiado, os visitantes ouvem uma gravação com a palavra "livro" dita em vários idiomas. Após o passeio entre livros, eles recebem uma cópia do conto A biblioteca de Babel, do escritor argentino Jorge Luis Borges. 

Para que a instalação não seja danificada, o governo decidiu organizar as visitas por grupos. Elas são gratuitas e agendadas no próprio local ou no site da prefeitura de Buenos Aires (http://www.capitaldellibro2011.gob.ar/torredebabel/). 

A visitação está aberta ao público entre 10h e 22h - hora em que a torre fica completamente iluminada, mostrando o colorido das capas das diferentes edições. De acordo com o secretário de Cultura, Hernán Lombardi, a construção era um "sonho da artista", que começou a alimentar o projeto nos anos 1980. 

CELEBRAÇÃO DAS PALAVRAS

"Esta maravilhosa Torre de Babel de Livros ficará na memória de todos os portenhos (os nascidos em Buenos Aires) e marcará como celebramos as palavras e as artes plásticas", disse Lombardi. 

A coleção de livros reúne romances, contos, poesias, histórias e reportagens, entre outros. Segundo a Embaixada do Brasil, foram doados 200 livros brasileiros. 

Antes da mostra, o governo da cidade realizou um inventário dos exemplares que compõem a obra e plastificou um por um, para protegê-los durante a exposição. 

Quando a mostra terminar e depois que parte dos livros for entregue aos visitantes, os exemplares restantes serão levados para uma biblioteca portenha para compor o acervo da Primeira Biblioteca Multilíngue da Cidade de Buenos Aires.

Fonte: Folha.com

29 abril, 2011

Campanha de sebo lituano transforma leitores nos protagonistas dos seus livros

Cartazes estimulam consumidores a comprarem livros partindo da premissa de que os leitores também se tornam heróis da história

Publicado originalmente na revista PEGN

Leitores "transformados" ao ler "Frankenstein" e "O Homem Invisível"

O sebo lituano Mint Vinetu criou uma interessante campanha para atrair novos consumidores para os seus livros “pré-amados”, como a loja chama as obras usadas. Nos cartazes criados pela agência Love Agency, os rostos dos leitores são transformados pelas capas dos livros que estão lendo. Uma pessoa pode “virar” o próprio Frankenstein ao ler a obra da autora Mary Shelley.
Com a frase “Become someone else” (Torne-se outra pessoa), o sebo tenta mostrar que, ao ler um livro, nós nos tornamos os protagonistas. O cartaz ainda acaba com um convite: “Escolha o seu herói na Mint Vinetu”. 

Confira mais dois deles abaixo.

Leitores "transformados" ao ler "Dom Quixote" e "Hamlet"

Pessoal, recomendo que façam uma visita ao site do sebo. Queria que os sebos no Brasil também fossem tão bonitos e organizados como esse. A foto do cafezinho está especialmente convidadiva. =)

25 abril, 2011

Livro digital vende mais que impresso pela primeira vez

Vendas de ebook em fevereiro superaram a demanda por livros de bolso nos EUA; muitos leitores compraram aparelhos no NatalOs livros digitais (ebooks) transformaram-se, pela primeira vez, na categoria individual mais vendida do mercado editorial americano, segundo o último levantamento da Associação de Editores Americanos (Association of American Publishers – AAP).

De acordo com o site do jornal The Guardian, as vendas de livros eletrônicos totalizaram US$ 90,3 milhões em fevereiro (R$ 142 milhões).

Isso fez dos livros digitais o formato editorial mais vendido pela primeira vez na história, superando as vendas de livros em papel de bolso, que somaram US$ 81,2 milhões (R$ 128 milhões). Em janeiro, o ebook ainda estava em segundo lugar, atrás dos livros de capa mole no mercado americano.

As vendas de livros eletrônicos cresceram 202,3% em fevereiro quando comparadas ao igual período de 2010, de acordo com a AAP. A demanda por livros impressos, ao contrário, está em franca decadência. As vendas combinadas de livros para adultos de capa dura e livros de bolso caíram 34,4%, para US$ 156,8 milhões (R$ 247 milhões) em fevereiro.

A AAP atribuiu o crescimento nas vendas de livros digitais “à forte demanda após os feriados de fim de ano” por parte de leitores que compraram aparelhos no Natal. A oferta diversificada de livros digitais agora disponível também favorece o consumo.

As editoras também afirmam que os livros eletrônicos renovaram o interesse dos leitores por títulos que já foram publicados há mais de um ano, e não apenas por lançamentos. “Muitas editoras notam que os leitores digitais que gostam de um título recém-lançado acabam, como frequência, comprando todos os livros do autor”, afirma a AAP.

A Associação de Editores Americanos anunciou ainda que o ‘download’ de audiolivros também aumentou (36,7 por cento), tendo atingido o valor de 5 milhões de euros. Os ebooks mais procurados abrangem todos os gêneros, sem excluir o livro infantil, com maior ênfase sobre os publicados há mais de um ano.

Fonte: IG ECONOMIA

18 abril, 2011

Data do Dia Nacional do Livro Infantil é homenagem a Monteiro Lobato


Quem não conhece a imagem da boneca Emília, retalhos de tecido a constituir o corpo, cabelos vermelhos e boca desenhada? O criador da personagem mais célebre da literatura infantojuvenil, Monteiro Lobato (1882-1948), empresta à data de seu aniversário, 18 de abril, para a comemoração do Dia Nacional do Livro Infantil. 

O dia foi escolhido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, e instituído pela Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) do Brasil. 

Os personagens de Monteiro Lobato, sobretudo os do "Sítio do Picapau Amarelo", povoam o imaginário de crianças de diversas gerações brasileiras. "A Menina do Narizinho Arrebitado", lançado originalmente em 1920, foi o primeiro livro desta que é a mais conhecida criação do escritor.

Até 1948, data de sua morte, publicou em anualmente títulos dedicados às crianças e outros tantos ao público adulto, como "A Onda Verde", de 1921, e "América", de 1932. 

 
Há livros interessantes para quem quer conhecer a fundo a controversa biografia de Lobato. Em "Monteiro Lobato", da editora Senac, três pesquisadores tentam dar conta das múltiplas facetas de Lobato, que, além de escritor, foi fazendeiro, advogado, diplomata, tradutor e editor.

Outros dois estudiosos enfrentam o mesmo desafio: Nereide Santa Rosa com "Monteiro Lobato", pela editora Callis, e Cassiano Nunes, que publicou o seu "Monteiro Lobato" pela editora Contramponto. 

Para os que estão interessados em conhecer e compreender melhor as obras infantis de Lobato há um título imperdível, vencedor do Prêmio Jabuti 2009 de melhor livro na categoria não-ficção: "Monteiro Lobato Livro a Livro". Organizado pelos pesquisadores Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini, a obra examina o percurso literário a partir de textos de professores sobre cada uma das obras infantis do escritor. 

A observação da trajetória de Lobato retrata um comportamento bastante regular e sistemático: ele gostava de reescrever suas histórias, preocupado de modo especial com a linguagem. Não por acaso, o componente de sua literatura que mais o aproxima dos pequenos leitores. 

Fonte: Livraria da Folha

11 abril, 2011

HQ brasileira Daytripper concorrendo no Eisner Awards 2011!

Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá, já apareceu no JNN quando virou a revista mais vendida do New York Times. Agora, o sucesso dos brasileiros alcançou um novo patamar: está concorrendo ao Eisner Awards 2011!


A indicação é Melhor Minissérie para Daytripper, que aborda um escritor de obituários. A HQ será lançada no Brasil no semestre que vem, pela Panini, através do selo Vertigo.

Outro brasileiro na parada é Rafael Albuquerque, que trabalhou com Scott Snyder e (ninguém menos que) Stephen King na revista American Vampire.

A cerimônia se dará durante a San Diego Comic Con deste ano, no dia 22 de julho. Confira a lista dos indicados:

MELHOR HQ CURTA
  • Bart on the Fourth of July, de Peter Kuper, em Bart Simpson #54 (Bongo)
  • Batman, in Trick for the Scarecrow, de Billy Tucci, em DCU Halloween Special 2010 (DC)
  • Cinderella, de Nick Spencer e Rodin Esquejo, em Fractured Fables (Silverline Books/Image)
  • Hamburgers for One, de Frank Stockton, em Popgun vol. 4 (Image)
  • Little Red Riding Hood, de Bryan Talbot e Camilla d’Errico, em Fractured Fables (Silverline Books/Image)
  • Post Mortem, de Greg Rucka e Michael Lark, em I Am an Avenger #2 (Marvel)
  MELHOR EDIÇÃO (OU ESPECIAL)
  • The Cape, de Joe Hill, Jason Ciaramella e Zack Howard (IDW)
  • Fables #100, de Bill Willingham, Mark Buckingham, et al. (Vertigo/DC)
  • Hellboy: Double Feature of Evil, de Mike Mignola e Richard Corben (Dark Horse)
  • Locke & Key: Keys to the Kingdom #1: Sparrow, de Joe Hill e Gabriel Rodriguez (IDW)
  • Unknown Soldier #21: A Gun in Africa, de Joshua Dysart e Rick Veitch (Vertigo/DC)
  MELHOR SÉRIE
  • Chew, de John Layman e Rob Guillory (Image)
  • Echo, de Terry Moore (Abstract Studio)
  • Locke & Key, de Joe Hill e Gabriel Rodriguez (IDW)
  • Morning Glories, de Nick Spencer e Joe Eisma (Shadowline/Image)
  • 20th Century Boys, de Naoki Urasawa (VIZ Media)
  • Scalped, de Jason Aaron e R. M. Guéra (Vertigo/DC)
  MELHOR MINISSÉRIE OU ARCO DE HISTÓRIAS
  • Baltimore: The Plague Ships, de Mike Mignola, Christopher Golden e Ben Stenbeck (Dark Horse)
  • Cinderella: From Fabletown with Love, de Chris Roberson e Shawn McManus (Vertigo/DC)
  • Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá (Vertigo/DC)
  • Joe the Barbarian, de Grant Morrison e Sean Murphy (Vertigo/DC)
  • Stumptown, de Greg Rucka e Matthew Southworth (Oni)
  MELHOR NOVA SÉRIE
  • American Vampire, de Scott Snyder, Stephen King e Rafael Albuquerque (Vertigo/DC)
  • iZombie, de Chris Roberson e Michael Allred (Vertigo/DC)
  • Marineman, de Ian Churchill (Image)
  • Morning Glories, de Nick Spencer e Joe Eisma (Shadowline/Image)
  • Superboy, de Jeff Lemire e Pier Gallo (DC)
  MELHOR PUBLICAÇÃO PARA CRIANÇAS
  • Amelia Earhart: This Broad Ocean, de Sara Stewart Taylor e Ben Towle (Center for Cartoon Studies/Disney/Hyperion)
  • Amelia Rules!: True Things (Adults Don’t Want Kids to Know), de Jimmy Gownley (Atheneum/Simon & Schuster)
  • Binky to the Rescue, de Ashley Spires (Kids Can Press)
  • Scratch9, de Rob M. Worley e Jason T. Kruse (Ape Entertainment)
  • Tiny Titans, de Art Baltazar e Franco (DC)
  • The Unsinkable Walker Bean, de Aaron Renier (First Second)
  MELHOR PUBLICAÇÃO PARA JOVENS
  • Ghostopolis, de Doug TenNapel (Scholastic Graphix)
  • Hereville: How Mirka Got Her Sword, de Barry Deutsch (Amulet Books)
  • Return of the Dapper Men, de Jim McCann e Janet Lee (Archaia)
  • Smile, de Raina Telgemeier (Scholastic Graphix)
  • Yummy: The Last Days of a Southside Shorty, de G. Neri e Randy DuBurke (Lee & Low)
  MELHOR PUBLICAÇÃO DE HUMOR
  • Afrodisiac, de Jim Rugg e Brian Maruca (Adhouse)
  • Comic Book Guy: The Comic Book, de Ian Boothby, John Delaney, e Dan Davis (Bongo)
  • Drinking at the Movies, de Julia Wertz (Three Rivers Press/Crown)
  • I Thought You Would Be Funnier, de Shannon Wheeler (BOOM!)
  • Literature: Unsuccessfully Competing Against TV Since 1953, de Dave Kellett (Small Fish Studios)
  • Prime Baby, de Gene Luen Yang (First Second)
  MELHOR ANTOLOGIA
  • The Anthology Project, editado por Joy Ang and Nick Thornborrow (Lucidity Press)
  • Korea as Viewed by 12 Creators, editado por Nicolas Finet (Fanfare•Ponent Mon)
  • Liquid City, vol. 2, editado por Sonny Liew and Lim Cheng Tju (Image)
  • Mouse Guard: Legends of the Guard, editado por Paul Morrissey and David Petersen (Archaia)
  • Trickster: Native American Tales, editado por Matt Dembicki (Fulcrum Books)
  MELHOR HQ DIGITAL
  MELHOR OBRA BASEADA EM FATOS
  • It Was the War of the Trenches, de Jacques Tardi (Fantagraphics)
  • Picture This: The Nearsighted Monkey Book, de Lynda Barry (Drawn & Quarterly)
  • Special Exits: A Graphic Memoir, de Joyce Farmer (Fantagraphics)
  • Treasury of XXth Century Murder: The Terrible Axe Man of New Orleans, de Rick Geary (NBM)
  • Two Generals, de Scott Chantler (McClelland & Stewart)
  • You’ll Never Know Book 2: Collateral Damage, de Carol Tyler (Fantagraphics)
  MELHOR ÁLBUM GRÁFICO INÉDITO
  • Elmer, de Gerry Alanguilan (SLG)
  • Finding Frank and His Friend: Previously Unpublished Work by Clarence ‘Otis’ Dooley, de Melvin Goodge (Curio & Co.)
  • Market Day, de James Sturm (Drawn & Quarterly)
  • Return of the Dapper Men, de Jim McCann and Janet Lee (Archaia)
  • Wilson, de Daniel Clowes (Drawn & Quarterly)
  MELHOR ÁLBUM GRÁFICO REPUBLICAÇÃO
  • The Amazing Screw-on Head and Other Curious Objects, de Mike Mignola (Dark Horse)
  • Beasts of Burden: Animal Rites, de Evan Dorkin e Jill Thompson (Dark Horse)
  • Motel Art Improvement Service, de Jason Little (Dark Horse)
  • The Simpsons/Futurama Crossover Crisis, de Ian Boothby, James Lloyd, e Steve Steere Jr. (Abrams Comicarts)
  • Tumor, por Joshua Hale Fialkov e Noel Tuazon (Archaia)
  • Wednesday Comics, editado por Mark Chiarello (DC)
  MELHOR ADAPTAÇÃO
  • Dante’s Divine Comedy, adaptado por Seymour Chwast (Bloomsbury)
  • The Little Prince, por Antoine de Saint-Exupéry, adaptado por Joann Sfar (Houghton Mifflin Harcourt)
  • The Marvelous Land of Oz, de L. Frank Baum, adaptado por Eric Shanower e Skottie Young (Marvel)
  • 7 Billion Needles, vols. 1 and 2, adaptado de Hal Clement’s Needle por Nobuaki Tadano (Vertical)
  • Silverfin: A James Bond Adventure, adaptado de Charlie Higson e Kev Walker (Disney/Hyperion Books)
  MELHOR PROJETO/COLEÇNAO ARQUIVO – TIRAS
  • Archie: The Complete Daily Newspaper Strips, 1946–1948, de Bob Montana, editado por Greg Goldstein (IDW)
  • 40: A Doonesbury Retrospective, de G. B. Trudeau (Andrews McMeel)
  • George Heriman’s Krazy Kat: A Celebration of Sundays, editado por Patrick McDonnell e Peter Maresca (Sunday Press Books)
  • Polly and Her Pals Complete Sunday Comics, vol. 1, por Cliff Sterrett, editado por Dean Mullaney (IDW)
  • Roy Crane’s Captain Easy, vol. 1, editado por Rick Norwood (Fantagraphics)
  MELHOR PROJETO/COLEÇÃO ARQUIVO – QUADRINHOS
  • Dave Stevens’ The Rocketeer Artist’s Edition, editado por Scott Dunbier (IDW)
  • The Horror! The Horror! Comic Books the Government Didn’t Want You to Read!, editado por Jim Trombetta (Abrams Comicart)
  • The Incal Classic Collection, de Alexandro Jodorowsky e Moebius (Humanoids)
  • Lynd Ward: Six Novels in Woodcuts, editado por Art Spiegelman (The Library of America)
  • Thirteen Going on Eighteen, de John Stanley (Drawn & Quarterly)
  MELHOR EDIÇÃO ESTADUNIDENSE DE MATERIAL ESTRANGEIRO
  • It Was the War of the Trenches, de Jacques Tardi (Fantagraphics)
  • The Killer: Modus Vivendi, de Matz e Luc Jacamon (Archaia)
  • King of the Flies, Book One: Hallorave, de Mezzo e Pirus (Fantagraphics)
  • The Littlest Pirate King, de David B. e Pierre Mac Orlan (Fantagraphics)
  • Salvatore, de Nicolas De Crécy (NBM)
  MELHOR EDIÇÃO ESTADUNIDENSE DE MATERIAL ESTRANGEIRO: ÁSIA
  • Ayako, de Osamu Tezuka (Vertical)
  • Bunny Drop, de Yumi Unita (Yen Press)
  • A Drunken Dream and Other Stories, de Moto Hagio (Fantagraphics)
  • House of Five Leaves, de Natsume Ono (VIZ Media)
  • Naoki Urasawa’s 20th Century Boys, de Naoki Urasawa (VIZ Media)
  MELHOR ESCRITOR
  • Ian Boothby, Comic Book Guy: The Comic Book; Futurama Comics #47–50; Simpsons Comics #162, 168; Simpsons Super Spectacular #11–12 (Bongo)
  • Joe Hill, Lock & Key (IDW)
  • John Layman, Chew (Image)
  • Jim McCann, Return of the Dapper Men (Archaia)
  • Nick Spencer, Morning Glories, Shuddertown, Forgetless, Existence 3.0 (Image)
  MELHOR ESCRITOR/ILUSTRADOR
  • Dan Clowes, Wilson (Drawn & Quarterly)
  • Darwyn Cooke, Richard Stark’s Parker: The Outfit (IDW)
  • Joe Kubert, Dong Xoai, Vietnam 1965 (DC)
  • Terry Moore, Echo (Abstract Studio)
  • James Sturm, Market Day (Drawn & Quarterly)
  • Naoki Urasawa, Naoki Urasawa’s 20th Century Boys (VIZ Media)

MELHOR DESENHISTA/ARTE-FINALISTA OU DUPLA
  • Richard Corben, Hellboy (Dark Horse)
  • Stephen DeStefano, Lucky in Love Book One: A Poor Man’s Story (Fantagraphics)
  • Rob Guillory, Chew (Image)
  • Gabriel Rodriguez, Locke & Key (IDW)
  • Skottie Young, The Marvelous Land of Oz (Marvel)

MELHOR PINTOR OU ARTISTA MULTIMEDIA – ARTE INTERNA
  • Lynda Barry, Picture This: The Nearsighted Monkey Book (Drawn & Quarterly)
  • Brecht Evens, The Wrong Place (Drawn & Quarterly)
  • Juanjo Guarnido, Blacksad (Dark Horse)
  • Janet Lee, Return of the Dapper Men (Archaia)
  • Eric Liberge, On the Odd Hours (NBM)
  • Carol Tyler, You’ll Never Know Book 2: Collateral Damage (Fantagraphics)

MELHOR CAPISTA
  • Rodin Esquejo, Morning Glories (Shadowline/Image)
  • Dave Johnson, Abe Sapien: The Abyssal Plain (Dark Horse); Unknown Soldier (Vertigo/DC);Punisher/Max, Deadpool (Marvel)
  • Mike Mignola, Hellboy, Baltimore: The Plague Ships (Dark Horse)
  • David Petersen, Mouse Guard: Legends of the Guard (Archaia)
  • Yuko Shimizu, The Unwritten (Vertigo/DC)

MELHOR COLORIZAÇÃO
  • Jimmy Gownley, Amelia Rules!: True Things (Adults Don’t Want Kids to Know), Amelia Rules!: The Tweenage Guide to Not Being Unpopular, por Jimmy Gownley (Atheneum/Simon & Schuster)
  • Metaphrog (Sandra Marrs e John Chalmers), Louis: Night Salad (Metaphrog)
  • Dave Stewart, Hellboy, BPRD, Baltimore, Let Me In (Dark Horse); Detective Comics (DC); Neil Young’s Greendale, Daytripper, Joe the Barbarian (Vertigo/DC)
  • Hilary Sycamore, City of Spies, Resistance, Booth, Brain Camp, Solomon’s Thieves (First Second)
    Chris Ware, Acme Novelty Library 20: Lint (Drawn & Quarterly)

MELHOR LETREIRIZAÇÃO
  • Darwyn Cooke, Richard Stark’s Parker: The Outfit (IDW)
  • Dan Clowes, Wilson (Drawn & Quarterly)
  • Jimmy Gownley, Amelia Rules!: True Things (Adults Don’t Want Kids to Know), Amelia Rules!: The Tweenage Guide to Not Being Unpopular, por Jimmy Gownley (Atheneum/Simon & Schuster)
  • Todd Klein, Fables, The Unwritten, Joe the Barbarian, iZombie (Vertigo/DC); Tom Strong and the Robots of Doom (WildStorm/DC); SHIELD (Marvel); Driver for the Dead (Radical)
  • Doug TenNapel, Ghostopolis (Scholastic Graphix)
  • Chris Ware, Acme Novelty Library 20: Lint (Drawn & Quarterly)

MELHOR PERIÓDICO RELACIONADO A QUADRINHO

MELHOR LIVRO RELACIONADO A QUADRINHOS
  • Doonesbury and the Art of G. B. Trudeau, por Brian Walker (Yale University Press)
  • Fire and Water: Bill Everett, the Sub-Mariner, and the Birth of Marvel Comics, de Blake Bell (Fantagraphics)
  • The Oddly Compelling Art of Denis Kitchen, de Denis Kitchen and Charles Brownstein, editado por John Lind e Diana Schutz (Dark Horse Books)
  • Shazam! The Golden Age of the World’s Mightiest Mortal, de Chip Kidd e Geoff Spear (Abrams Comicarts)
  • 75 Years of DC Comics: The Art of Modern Mythmaking, de Paul Levitz (TASCHEN)

MELHOR DESIGN DE PUBLICAÇÃO
  • Dave Stevens’ The Rocketeer Artist’s Edition, design de Randall Dahlk (IDW)
  • Polly and Her Pals Complete Sunday Comics, vol. 1, design de Lorraine Turner and Dean Mullaney (IDW)
  • Return of the Dapper Men, desig de Todd Klein (Archaia)
  • 75 Years of DC Comics: The Art of Modern Mythmaking, design de Josh Baker (TASCHEN)
  • Two Generals, design de Jennifer Lum (McClelland & Stewart)

Agora é torcer para cada vez mais o sucesso dos brazukas no mundo das HQs aumentar!

Fonte: Jovem Nerd